
Depois da correria do primeiro dia, a sexta (3) foi aquele momento de respirar fundo e explorar o Anime Friends 2026 com mais calma. O evento continuou recebendo um grande público, mas os corredores já permitiam andar sem tanta pressa, o que fez toda a diferença para quem queria conhecer cada cantinho do evento.
E, para mim, isso significa uma coisa: passar horas no Artists’ Alley.
Se tem um espaço que nunca decepciona no Anime Friends, é esse. É impossível entrar pensando que vai dar só uma olhadinha. Entre ilustrações, adesivos, pins, chaveiros, prints e produtos autorais, cada mesa tem uma identidade diferente e sempre acaba chamando a atenção por algum detalhe. Todo ano eu saio de lá com inúmeros adesivos e pins novos, mas o mais legal continua sendo conversar com os artistas, conhecer suas inspirações e ouvir as histórias por trás de cada trabalho.
O Artists’ Alley também é um ótimo lugar para descobrir novos escritores. Durante a visita, tive a oportunidade de conversar com Jeff, autor de Rei de Lapa, além de Bex e Thai, escritoras de Pétalas de Akayama. Cada conversa reforça uma das coisas que mais gosto nesse espaço: não é apenas sobre comprar um livro ou uma ilustração, mas conhecer quem criou aquela história e acompanhar de perto o crescimento de artistas independentes.
Depois foi a vez de visitar as editoras, que mais uma vez estavam recheadas de novidades.
A Panini levou diversos lançamentos para o evento, mas alguns chamaram atenção logo de cara. Um deles foi a belíssima edição da Mulher-Maravilha inspirada na estética de Berserk, que simplesmente me deixou encantada. Outro destaque foram os boxes, especialmente o de Chainsaw Man, todos estavam lindos e fizeram muita gente parar no estande só para admirar — e, claro, considerar levar um para casa.
Na NewPOP, a missão era outra: continuar aumentando a coleção. E missão cumprida. Foi impossível sair de lá sem garantir alguns volumes que estavam faltando na minha estante. Para quem acompanha os lançamentos da editora, eventos como o Anime Friends acabam sendo uma ótima oportunidade para colocar as leituras em dia.
Mas o segundo dia também reservava um momento muito especial para os fãs de literatura asiática.
O Concerts In Brazil participou da coletiva de imprensa com Bambam, escritora tailandesa conhecida por Cutie Pie, obra que conquistou leitores ao redor do mundo e ganhou ainda mais destaque após sua adaptação para série.
Muito simpática durante toda a conversa, Bambam contou que estava extremamente feliz por participar do Anime Friends e conhecer de perto os fãs brasileiros. A autora falou sobre sua trajetória como escritora, comentou a recepção que suas histórias vêm recebendo fora da Tailândia e destacou como o gênero BL (Boys’ Love) vem conquistando cada vez mais espaço não apenas no Brasil, mas em diferentes países.
Ela também compartilhou um pouco sobre seu processo de escrita, o carinho que recebe dos leitores e a emoção de ver suas obras atravessando fronteiras. Foi uma conversa leve, divertida e cheia de momentos especiais para quem acompanha seu trabalho.
Saindo da literatura, foi hora de mergulhar no universo dos games.
A SEGA marcou presença no Anime Friends com um painel dedicado às novidades da empresa e também levou jogos para o público experimentar. E, convenhamos, passar pelo estande e não jogar um pouquinho de Sonic era praticamente impossível.
Para fechar o nosso dia, a música tomou conta do palco com o show do MUCC.
A banda japonesa entregou uma apresentação intensa do começo ao fim, mostrando por que continua sendo um dos grandes nomes do rock japonês. O público respondeu na mesma intensidade, cantando, vibrando e transformando o show em um dos momentos mais marcantes do sábado.
Se o primeiro dia foi sobre sentir a grandiosidade do Anime Friends, o segundo foi sobre descobrir seus detalhes. Conversar com artistas, conhecer escritores, encontrar aquele mangá que faltava na coleção, testar um jogo novo e terminar a noite em um show incrível. E essa talvez seja a maior qualidade do evento: sempre existe alguma coisa esperando para ser descoberta, não importa quantas vezes você já tenha passado por aqueles corredores.
Texto: Giovana S. Ferreira





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