No dia 15 de novembro, feriado nacional, foi a noite onde vivenciamos um espetáculo inesquecível, com Emily Armstrong assumindo os vocais e conquistando o público desde os primeiros momentos. Com o estádio lotado, a banda resgatou clássicos e apresentou novas composições, mostrando que continua a se reinventar sem perder sua essência.

A abertura foi potente, com faixas como “Somewhere I Belong” e “Crawling”, que transformaram o público em um grande coral. Emily demonstrou força vocal e presença de palco, enquanto Mike Shinoda liderava a interação com os fãs, mostrando energia e carisma. A química entre eles foi um dos grandes pontos altos desse show.

A estreia do single “Two Faced” foi um destaque especial, confirmando o poder criativo da banda em sua nova fase. Além disso, a produção visual impressionou com efeitos hipnotizantes, especialmente durante músicas como “New Divide”. Cada detalhe do show foi planejado para elevar a experiência do público.

Um dos momentos mais emocionantes de noite, ficaram por conta de músicas como “My December”, que trouxe uma atmosfera melancólica e intimista ao show. Já a música “Heavy Is the Crown”, que foi apresentada para o campeonato mundial de Legend of Legends, entregou potência e intensidade, com Emily roubando a cena ao conduzir a performance com vocais impressionantes.

Músicas como “The Catalyst” e “Waiting for the End” reforçaram a conexão entre banda e público, enquanto faixas como “Casualty” trouxeram peso e intensidade, destacando a versatilidade de Emily como vocalista. A sintonia entre ela e Shinoda se mostrou impecável, conduzindo a plateia em momentos eletrizantes.

O ápice veio com clássicos como “In the End” e “What I’ve Done”, que uniram vozes de fãs de todas as idades em um coro emocionante. O encerramento com “Bleed It Out”, acompanhado de fogos de artifício, coroou a noite com uma mistura de nostalgia e renovação.

Mike Shinoda estava visivelmente feliz, era nítido o quão confortável ele estava no palco aqui no Brasil. Para os fãs antigos da banda, é um conforto e alívio ver os membros da formação original em sintonia, confortáveis e voltando as atividades, com uma roupagem totalmente nova, mas sem perder a essência e alegria em estarem juntos.

Emily Armstrong não é Chester Bennington, mas trouxe autenticidade e paixão que conectaram os fãs à nova fase da banda. E, sem dúvida, Chester estava presente naquele estádio, em cada coração e grito que tornaram essa noite uma celebração única e inesquecível, fazendo com que cada fã presente reforçasse que o Linkin Park estava vivo e que retornou.

Texto: Giovana S. Ferreira.

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