Banda se despede dos palcos em 2024 com uma turnê mundial

O Sepultura foi formado em 1984, em Belo Horizonte – Minas Gerais, pelos irmãos Igor e Max Cavalera. O nome da banda veio da canção “Dancing On Your Grave”, (dançando em sua sepultura) da banda inglesa Motörhead. A primeira formação da banda foi com Max Cavalera na guitarra, Igor Cavalera na bateria, Paulo Jr no baixo e Wagner Lamounier nos vocais. Após alguns problemas, Wagner deixa a banda para formar o Sarcófago e então, Max se tornava o vocalista e guitarrista do grupo, com Jairo Guedez na segunda guitarra. Em 87, Jairo deixa a banda e é substituído por Andreas Kisser, que já havia colaborado em algumas participações com a banda. Houve então a formação clássica do Sepultura (e pra mim, o auge da banda), que duraria 10 anos: Andreas Kisser na guitarra, Paulo Jr no baixo, Igor Cavalera na bateria e Max Cavalera nos vocais e guitarra.

O Sepultura ganhou espaço e fama na cena mundial na década de 90, principalmente pelos discos Arise, Chaos A.D. e o clássico Roots. O sucesso mundial do Sepultura nos anos 90 era estrondoso: a banda cravou seu nome no exterior, levando o Sepultura a um patamar nunca antes alcançado por uma banda brasileira. O grupo, por exemplo, foi o primeiro de metal da América Latina a se apresentar no tradicional Monsters of Rock, na Inglaterra. A banda também foi a primeira brasileira a se apresentar na Rússia.

Em 1996, fora lançado o clássico Roots, um dos álbuns mais esperados daquele ano. Excelente disco, com elementos tribais fortemente evidenciados em várias músicas, como Ratamahatta, pra mim a melhor faixa do álbum. Em Ratamahatta, o cantor Carlinhos Brown faz uma participação nos vocais e o baterista David Silveria, do Korn, também faz uma participação como percussionista. A música teve como foco a representação da diversidade cultural do Brasil e o uso de tambor, berimbau e batidas tribais foi visto de uma forma completamente genial no exterior.

Após o sucesso abissal de Roots, um acontecimento que mudaria o rumo da banda: Max Cavalera não faria mais parte do grupo. Basicamente aconteceu por motivos pessoais e diversos desentendimentos entre a banda e em 98, o vocalista Derrick Leon Green entra para o grupo. Em 2006, Igor Cavalera deixa o Sepultura por motivo de cansaço e “incompatibilidade de ideias” e o baterista Jean Dolabella entra em seu lugar. Em 2011, Jean deixa a banda e é substituído pelo prodígio Eloy Casagrande. Por motivos pessoais e alegações de “seguir carreira em outros projetos” Eloy deixa a banda e é substituído pelo baterista norte-americano Greyson Nekrutman, do Suicidal Tendencies.

E essa é a formação do Sepultura desde então: Derrick nos vocais, Greyson na bateria, Andreas Kisser na guitarra e Paulo Jr no baixo.

Em 2024 a banda fará uma turnê mundial de despedida, honrando todo o legado que o Sepultura teve ao longo dos 40 anos de existência. É, sem dúvida, a maior banda do Brasil, com um reconhecimento mundial gigantesco, o Sepultura é lendário. Sorte a nossa de uma banda tão gigante ser daqui.

Texto por: Bernardo Batista Alves

Deixe um comentário

Tendência