A Banda Onda Vaga já está de passagem pelo Brasil e contou de forma quase poética e emocionante um pouquinho sobre músicas e álbuns especiais, planos para os próximos álbuns, influências musicais e muito mais.

Confira essa entrevista aqui e se encante com essa banda que ainda promete muitos sucessos e música boa pra gente.

A música de vocês tem uma fusão única de gêneros. Como vocês descreveriam o som da Onda Vaga para alguém que nunca ouviu antes?
A Onda Vaga é essencialmente acústica, com instrumentos de madeira e metal. Temos muitas vozes (pelo menos 5). Misturamos ritmos tradicionais com ritmos modernos de acordo com cada música de uma forma às vezes mais dançante ou festiva e por vezes mais introspectiva ou romântica, geralmente as letras são metafóricas e a mensagem é poetizada.

Quais são algumas das influências musicais que moldaram o som da banda?
Sem dúvida, a música brasileira e o tropicalismo nos influenciaram muito. O folclore latino-americano a que tivemos acesso enquanto crescíamos ou que descobrimos depois que crescemos. E o reggae mais primitivo com melodias fortes e groove descontraído. Cada um também traz suas referências próprias da música mais moderna, incluindo certos elementos do rock/pop/dance mainstream.

Seu último álbum “Rojo” é um grande sucesso. O que inspirou a criação desse álbum e qual é a história por trás dele?
Geralmente não temos um conceito ou slogan por trás de cada álbum, este não é exceção. Foi gravado em uma fase muito particular da banda (e do mundo) e acabamos por dedicá-lo à memória de uma amiga que já não está entre nós (com o nome para ela), acho que é o nosso álbum mais emocional até agora.

A Onda Vaga é conhecida por suas energéticas performances ao vivo. Como vocês se preparam para os shows e o que mais gostam em tocar para o público?
Somos uma banda ao vivo e outra (semelhante, mas diferente) em estúdio. A preparação para as turnês consiste em montar uma lista de músicas (aproximadamente 30) e ensaiá-las com toda a banda (neste caso, 8 músicos) e depois escolher a lista antes de cada show. Tocar ao vivo é a nossa forma original de nos relacionarmos com o público e é uma forma de procurar a transcendência através da experiência musical conjunta, acho que todos gostamos muito de procurar aquilo que é intangível e que acontece (às vezes mais, às vezes menos) durante cada show entre o público, o intérprete e a música.

Vocês já tiveram experiências memoráveis ou engraçadas em turnê que gostariam de compartilhar?
Nas turnês sempre há sempre experiências divertidas e memoráveis, que são uma espécie de fábrica de histórias engraçadas. Neste caso, penso que ninguém esquecerá a experiência de visitar Formentera, uma ilha mediterrânica com belas praias e pessoas muito especiais.

Vocês têm fãs em diferentes partes do mundo. Como é a experiência de tocar para audiências internacionais e como isso afeta a música que vocês fazem?
Chegar tão longe (geograficamente) nos ensinou muito sobre a perspectiva e a vontade que grande parte do mundo tem de conhecer a cultura latina atual. Eu diria que essa tendência já existe há alguns anos.

Existe algum local ou país que tenha deixado uma impressão especial em vocês?
O Brasil nos surpreendeu pela ótima resposta e pelo fato de não serem muitas as bandas argentinas que chegam ao público daqui. É um orgulho e uma honra para todos nós sermos bem recebidos num país com tanta herança cultural.

Qual a expectativa de vocês para os shows que vão fazer em breve no Brasil?
A expectativa é que seja uma experiência memorável para todos, que possamos abrir nossos corações e poder entrar no coração do público presente para nos elevarmos juntos na música.

Quais são os próximos projetos e planos para a banda? Podemos esperar novos álbuns ou projetos especiais em breve?
O próximo será um álbum de músicas ao vivo, incluindo algumas gravadas durante a turnê de maio no Brasil, também estamos reunindo músicas para um novo álbum de estúdio que com certeza verá a luz do dia no final de 2024.

Vocês têm alguma música favorita que tenham composto e que tenha um significado especial para vocês?
Certamente cada um tem o seu e é provável que mudem com o tempo. Existe uma composição chamada “una voz” que é bem curta e quase só de vozes, que fala de uma forma muito bonita sobre a nossa trajetória com a música. Acho que hoje é a que tem um significado especial para mim.

A cena musical da América Latina tem crescido nos últimos anos. Como vocês veem o papel da Onda Vaga nesse cenário?
Acredito que o nosso papel é bastante tangencial, somos fruto de um movimento acústico/folk/reggae que ocorreu na Argentina na segunda metade dos anos 2000 e nunca fizemos parte do mainstream nem tocamos muito nas principais rádios. Eu diria que hoje somos um refúgio para quem quer ouvir algo diferente dos ritmos latinos da moda.

A Onda Vaga é conhecida por suas letras em espanhol. Vocês já consideraram criar músicas em outros idiomas?
Nossas músicas originais são em espanhol porque é a língua materna de todos nós que compomos, acho que nenhum de nós escreve em outro idioma, mas também não estamos fechados quanto a isso. Sempre tivemos acenos idiomáticos quando se tratava de fazer covers (até agora apenas em inglês, português e japonês)

Por fim, o que vocês gostariam que os fãs levassem das experiências musicais que vocês criam?
Acho que isso é o que há de mais valioso na música e não pode ser previsto ou determinado de antemão, é justamente na experiência onde todas as variáveis ​​da vida e o presente de cada pessoa que nos ouve se unem para gerar algo único, na melhor das hipóteses, na maioria dos casos aprendemos a nos ouvir melhor, a nos deixar levar pela emoção.

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